quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Se contentar com migalhas


Certa vez eu estava na festa de debute de uma grande amiga. Tudo parecia lindo. Até que começam as músicas lentas.
O príncipe dessa minha amiga havia sido um grande amor platônico em minha vida e é claro, não completamente esquecido. Além disso, um grande amigo meu.
Começou a tocar então uma linda música em que os dois haviam dançado no começo da festa e minha amiga afirmou ser a música deles. Ele disse, brincando “Eu disse que se você tivesse me beijado seria nossa música!”. Ele havia saído de perto e eu, em segredo, perguntei a minha amiga:
-Se importaria de me emprestar sua música para que eu possa dançar com ele?
-Vá em rente – ela respondeu.
Queria muito que ele, de livre e espontânea vontade chegasse e me chamasse pra dançar. Mas aí ele chamou minha amiga pra dançar. Ela negou e disse pra ele me chamar e eu ouvi de longe. Ele respondeu então que aquela era a música deles e, ele me chamaria em outra. Praticamente a puxou pra pista e eles dançaram os momentos finais da lenta melodia.
Nesse momentos meus olhos encheram-se de lágrimas e eu segurei pra não borrar a maquiagem. Se não dançasse com ele provavelmente não seria tão dolorido. Mas saber que ele dançaria comigo por pena é meio que uma ferida no ego, sabe?
Mas aí estava conversando com uma amiga e o “príncipe” chegou com um belo sorriso e um lindo olhar. Pediu licença pra minha amiga, pegou minha mão como um cavalheiro e me dirigiu para a pista. Eu sorri também.
Timidamente ele foi desviando um olhar. Não foi difícil, pois ele tem mais de 1,82m e eu, com salto alto não passava muito dos 1,60m. Provavelmente um flerte meu seria ainda meio constrangedor. Ele timidamente então me perguntou o que significava um pseudônimo, LP que eu usava no meu antigo blog pra falar dele, por que eu havia prometido lhe dizer. Num impulso eu respondi: “Lindo e Perfeito”.
-Nossa. – ele respondeu.
-Era na época que eu acreditava em príncipe encantado!
-Que bom que acreditava e não acredita mais...
-Qual era o nome do blog?
-Classic Princess.
-Exactly. – Nesse momento um silêncio começou enquanto eu, recatadamente envolvia seus ombros. Apesar de saber de tudo, aquele momento ainda assim parecia surreal. De repente sorri e ele olhou em meus olhos enquanto eu dizia:
-Lembra a primeira vez que dançamos juntos?
O olhar dele logo entregou que não. Obviamente a data não significara nada pra ele, mas eu tinha certa consciência disso.
-Whatever. Eu me lembro e isso que importa. – Respondi. Não era verdade. Não tanto fazia. Se ele se lembrasse e descrevesse como eu certamente poderia, eu teria ficado totalmente encantada (ainda mais que do que era.). Mas ter aquele momento na memória realmente era importante pra mim.
-E quando foi que dançamos a primeira vez? – Ele perguntou com expressão de “eu sei que você quer dizer.”
Me enrolei um pouco pra dizer:
-Aquele dia que você estava dançando com a (pseudônimo) Lilly e aí eu estava perto e parecia certo você me chamar pra dançar, aí...
Então ele me interrompeu...
-Exagerada.
-Não é exagero. Eu estava dançando com o Robert (pseudônimo) e você com a Lilly aí o Robert foi dançar com a Lilly...
A música então acabou.
Se eu pudesse terminar teria descrito como um dos momentos mais mágicos e esperados da minha vida, uma cena digna de cinema que ao mesmo tempo só aconteceu por acaso, por eu estar dançando com a pessoa certa na hora certa.

Nem preciso dizer que estraguei todo clima que poderia ter criado. E que aceitar dançar com ele foi meio que uma ferida no orgulho (principalmente sabendo que ele preferia estar dançando com alguém que não tenha uma paixão mal-resolvida por ele e que ele só dançou comigo por pena da amiga que nutre sentimentos por ele e se conforma com pequenas migalhas de seu afeto, dia-a-dia.)
Eu não sei do que eu preciso: auto-estima, orgulho, esquecê-lo totalmente ou perder toda minha dignidade restante e pedir uma chance de tentar fazê-lo feliz. Afinal eu já levei tantos foras não-oficiais que um oficial não faria muita diferença, talvez só me mostrasse que ele jamais se sentiu atraído por mim e que não há a mais remota chance de um dia ficarmos juntos,
Eu só sei que ele é o único cara que eu amei, claro que já me apaixonei ou me atraí por outros, mas amor, que resiste com os anos, defeitos, brigas, etc. só ele mesmo. E eu já desisti de amar outro de verdade. Sofri tanto com ele e outros que não acredito mais em príncipe encantado, e nem que o amor valha a pena pra pessoas como eu.  Ultimamente ando acreditando mais em romances superficiais.
Certa vez me perguntaram se estava namorando e disse que não sou do tipo de garota que namoram. Perguntaram-me por que. Respondi que não sou do tipo de garota que os garotos se apaixonam. Perguntaram por que de novo.
Respondi:
“Garotos se apaixonam por garotas bonitas, delicadas, meigas, etc. e eu sou diferente disso.”

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Saudade de ter algo assim

Bem, talvez vocês não me conheçam. Me chamo Lia, e fui por muito tempo a blogeira do classicprincess.com e também fazia todo o design e os extras. Sinto falta disso. Então resolvi criar novamente um blog nesse estilo pra postar meus gráficos, etc.
Espero que gostem e aproveitem!
Agora na Blogger!